Thursday, June 30, 2005

Por que esse blog vai morrer. Foi jogado as moscas, escondido embaixo dele mesmo.
Morte não combina com nada disso. Morte é final e finais só acontecem no fim. Nós estamos no começo.

Como um diáriozinho barato, deixando registrado aqui que amanhã a Lú e eu morremos.
E tenho dito.

Thursday, June 23, 2005

Quem nunca olhou pra uma pessoa e teve certeza que todo seu futuro estava contido naquele órgão gigante chamado pele? Tudo que você sempre sonhou dentro daqueles olhos brilhando, seus maiores desejos realizados, o até então provavel inexisistente ali, parado a sua frente.
Ela olha,olha,olha e consegue perceber bem escondido debaixo de um boné escuro alguns fios de cabelo tão vermelhos que chegam a paracer alanjados...olha então pro seu cabelo e vê ali um vermelho tão intenso quanto. Mesmo sem querer o encara como se pudesse desvendá-lo com um sorriso. Ele é lindo, está crincundado de amigos, corpo de homem formado e -veja só, tem pequenas pintinhas espalhadas pelo rosto como eu- evidentes em sua nova posição de rosto levemente virado deixando claro os traços quase brancos de suas sombrancelhas.
O que acontecera com o tempo a menina, tão pequena não sabia. Apenas o bater de saltos ao longo da longa galeria marcavam sua passagem.
Talvez tenha passado horas, talvez nem um minuto e a garota que, -quem sabe um dia seria assim, bonita como ele e não pequena, diferente, estranha - não consiguia se mover. Queria viver para observá-lo. Um tótem, um Deus, Toth talvez ali -posando só pra ela. E derepente o mundo já não era tão ruim, já não haveria porque ser tão solitário...Ela não era única.
E ele se fez andar, assim muito devagar até sumir da vista sem uma única vez olhar pra trás e ela largou-se no velho banco sem cor onde esperava sua mãe.
*Epifania.

Monday, June 20, 2005

Falar, para que?

Esse é um blog de quatro pessoas, agora só falta a dona Má. Quatro pessoas tão capazes que ficaram horas tentando achar um nome para o novo blog. Nomes esses que estão ali em cima, na foto do template, escritos com a letra pouco legível da Mí.
Não sou exatamente um posso de criatividade. Me dê um tema e você terá em poucos minutos algo bem escrito nas suas mãos. Não me dê um tema e fique esperando horas aí, sentado na frente dessa tela brilhante, até que eu me dê ao luxo de achar quaisquer vestígios de criatividade.
Segundo a linha de raciocínio, falemos sobre política. Escrever sobre esse assunto não me agrada muito, política lembra discussões e debates. Textos sobre ela não geram aquele entusiamo das aulas de história.
Falar sobre o Lula não dá. As pessoas tem as mentes fechadas e acham uma enorme dificuldade em entender que não tem nada a ver o fato dele falar menas, não tem nada a ver o fato dele não ter feito faculdade. O meu desgosto em relação ao presidente se dá devido a outros aspectos. Ideológicos e históricos.
Falar sobre todos esses escândalos que nos mostram para onde vai o dinheiro que pagamos de impostos também não. Um lado pior do que o outro. Na política não existem mocinhos e bandidos, existem apenas interesses. Fujam de todos os noticiários, a única solução é a negação dos fatos. Ou isso ou eu acabarei com esse post e irei direto ao planalto falar em alto e bom som que nem todos os brasileiros são alienados e que ninguém gosta de ser feito de idiota.
Falar sobre futebol? Ah, agora sim um assunto que todos gostam. Coloque um pouco de carnaval ( bundas ) e cerveja ( mais bundas ) que você terá as paixões nacionais. Nada contra o lazer daqueles que passam horas e horas trabalhando para no final do mês ganhar 350 reais ( seria isso, ou menos? ), mas esse orgulho que só existem aos domingos e em fevereiro me dá nojo.
Do que serve ser bom em futebol enquanto a maioria das crianças não vão à escola?
Do que serve ter as mulheres mais bonitas do mundo enquanto os maiores corruptos também são daqui?
O começo de um novo Brasil é uma conscientização geral de que as coisas não vão tão bem assim e o único jeito de mudar é levantando a bunda da poltrona e fazendo alguma coisa.
Por isso eu pergunto. Falar de política, para que? As coisas vão continuar maravilhosas como sempre. Afinal, o nosso futebol é o melhor do mundo.
Concordando pesadamente com a Dona Míris deixo aqui uma frase da minha professora de história sobre a república brasileira. Acho que vale a pena refletir também sobre a verossimilhança da nossa dita república.
" Em 1888 finalmente é assinada a lei áurea pela Princesa Isabel enquanto seu pai, Dom João, estava fora cuidando da saúde. Vocês me perguntam : Mas porque a princesa que assinou e não rei antes de viajar?. Eu respondo que um ano e meio depois dessa lei ser assinada o Império caiu no Brasil... Não só nós sabemos, mas como a princesa sabia que IMPÉRIO NENHUM EXISTE SEM ESCRAVIDÃO e quis ela assim, poupar seu pai do desgosto"
Reflitam a maneira que preferirem. Pensem na tardia data, pensem nas condições de nossa república, se devemos mesmo idolatrar a princesa por ter bom coração (Claramente ela só assinou a lei por pressão inglesa que tinha a Africa como colônia) , se devemos mesmo comemorar essa falsa república. E VIVA O JEITINHO BRASILEIRO.

Democracia?



Eu quase nunca escrevo sobre política, se escrevo não publico porque é um assunto delicado e eu não sou exatamente mestrada no assunto. Além do mais, toda vez que eu leio, discuto, ou seja, me aprofundo no assunto me bate uma depressão considerável. Mas merece uma exceção, merece que eu estou puta da vida.

Todo ano temos feriado no dia da independência brasileira e proclamação da república. Aqueles desfiles bregas, comemorando que somos independentes, que somos uma república democrática. Mas espera aí, independentes? Democrático? Não acredito que essas podem ser palavras inclusas no dicionário brasileiro.

Independência, a não dependência, não depender de ninguém. O Brasil é dependente e muito, talvez até mais que antes de D. Pedro às margens do Rio Ipiranga ter gritado "Independência ou morte!", com a espada em punho, todo lindo, de uma coragem excepcional. Naquele momento ele já iniciou uma bela dependência, o Brasil teve que pagar uma grande quantia (que eu não sei quanto foi, mas certamente mais do que nós, classe média-alta, iremos arrecadar em toda a nossa vida) pra Portugal, naquele momento o Brasil conheceu o fantasma da dívida externa, esse fantasma que nenhum jesuíta, pai de santo nem macumbeiro vai afastar do Planalto Central. Depois vieram outros monstros eternos, o tal do Fundo Monetário Internacional, vulgo FMI, por exemplo. Agora me digam qual é o sentido dessa comemoração anual? Não tem sentido, nesse dia deveriam fazer passeatas exigindo que fóssemos finalmente independentes, exigindo que a população não pagasse por um erro que não fomos nós que cometemos. Claro que é muito mais confortante botarmos nossas roupas de missa e celebrarmos a independência que D. Pedro, que nem brasileiro era, proclamou nas margens do rio que aparece no nosso hino.

Ah, democracia, essa palavra bonita que nos ensinaram que temos direito por sermos cidadãos. O dicionário, aquele que não deveria conter tal palavra, disse que democracia significa soberania popular. Que soberania? Onde, Gama Kury? que eu não consigo achar. Soberania do popular uma ova, povo não são os habitantes de um país segundo você, Sr. Kury? Vamos pensar no povo do nosso país democrático então, vamos falar nesse povo que vota toda eleição e bota nas mãos se uma dúzia de homens o destino de suas vidas. A maioria do povo brasileiro vive naquela miséria que conhecemos, mas vivemos esquecendo dela, a favela nas cidades grandes, a desumanidade nas regiões Norte e Nordeste, a fome que invade as janelas das casas como música que toca em alto em bom som cantando que os políticos que aquelas pessoas elegeram comem, e além de comer ganham o suficiente pra alimentar cada brasileiro milhares de vezes. Esse povo que não tem educação, educação, essa que está nos direitos da criança, nos direitos daquela criança que anda 32km todos os dias pra trabalhar e ganha 50 centavos por dia, 50 centavos! O meu maço de cigarro diário paga 5 dias de trabalho dessa criança que deveria estar estudando por DIREITO (aí está o motivo da minha depressão política, essa desigualdade absurda que por vezes prefiro não me lembrar). O povo não é soberano não, não é porque o povo não tem instrução pra escolher, o povo não vota no candidato que apresenta as propostas mais inteligentes, o povo vota naquele candidato que as redes abertas de televisão mostram, até porque desde que foi inaugurada a Rede Globo de Televisão vem elegendo nossos presidentes. A um ano de eleições presidenciais e eu me deparo com dois exemplares da revista Veja seguidos falando mal do nosso atual presidente Luís Inácio Lula da Silva, mostrando todos os podres, matéria de capa. Eu não sou nenhuma defensora do cara não, não boto minha mão no fogo por nenhum político, mas até mesmo as pessoas que têm acesso à tal revista, que não é barata, estão começando a ser postas contra ele. Não acho que as merdas que ele faz devem ser escondidas, pelo contrário, temos direito a informação, mas é o jornalismo que deveria ser mero meio de informação, sem demonstrar opiniões que está todo errado, eles mostram todas as merdas que o nosso caro presidente fez, jogam todas as pedras, insinuam tudo, mas esquecem das coisas boas. Estão amaciando o público (antigo cidadão) pra entrada de um outro qualquer. A mídia faz o que quer desse país, a mídia elege presidentes, a mídia lança padrões de felicidade, a mídia destrói a democracia. Essa coisa de globalização alsjfdnljkdhgljks.

Sunday, June 19, 2005

Ruim.Péssimo.Incontrolável

Primeiramente, parabéns pro nosso blog que tá mto gatoso.
Provavelmente eu não sou a pessoa adequada pra começar isso aqui... Mas nem tudo que é adequado é mais legal, certo?
Garotas.
Naty, mal não ter ido !!!


Era apenas mais um dia, desses completamente normais. Acabara de tomar seu café e agora estava compenetrada em mais um de seus trabalhos de ciências sociais. derepente sobe uma caixinha de dialógo do msn - nao tinha idéia de quem poderia ser- Olá, quem é você?
sou a dona e você? Ah! pode me chamar de Ana. E assim passaram- se tempos e mais tempos de conversa inacreditáveis. A cada "eu também" se descobriam mais e mais iguais e pela primeira vez em muito tempo Dona não teve medo de demonstrar seu verdadeiro eu. Apesar de terem conversado muito menos tempo que o desejado foi mais do que o suficiente.
Era impressionante o modo como aquelas duas meninas se relacionavam virtualmente, conversavam sobre tudo, analisavam filmes e música como se fossem uma. Tinham amigas que, apesar de não serem as mesmas pessoas, eram iguais...Gostavam das mesmas coisas, tinham os mesmo medos e muitas outras coisas.
Não demorou muito até que percebessem que mesmo fisicamente longe encontravam-se diretamente ligadas. Uma nova amizade?- pensou uma. Provavelmente não- respondeu a outra. Não conseguiam explicar aquilo, era louco demais.
Já haviam lido os mesmos livros sobre almas gêmeas mas tudo parecia surreal demais.
Marcaram de se conhecer, acabou não dando certo. Marcaram de novo, de novo não deu certo. Marcaram mais uma vez, frustrada. Não podiam mais viver daquela maneira, não aguentavam mais esse mistério...Como será que ela é? Será que se veste como eu?
Então amanhã a gente sai, certo?
Certo!
Mal posso esperar!!!
Eu também.
Se vai dar certo, não sou eu quem digo.
Não se conheciam, mas se conheciam há muito tempo.
Não sabiam mas já se gostavam.

Friday, June 17, 2005

Everyone Has A Little Dirty Laundry, right?
oi, você vem sempre aqui?