Saturday, December 16, 2006

Até onde vai a amizade?
Um amigo meu disse uma vez que tudo é possível, só depende do quanto você está disposto a sacrificar.
Sacrificios, quantos sacrifícios já passamos juntas. Quantas vezes já deixamos pra lá nossas vontades pela vontade da outra. Quantas vontades em comum já tivemos.
ah, como dói o coração ter que lidar com tudo isso. Não sei se sou mãe, se sou criança ou se sou revolucionária.
Só sei que dói, e muito.
Não sei mais o que fazer, é confusão de todos os lados. ela X Ela, eu X ele, nós X todos nós.
Meia-noite é meu aniversário e a única vontade que eu tenho é de deitar e chorar e dormir, dormir até segunda feira.
Não prestem atenção em mim, por favor.

Wednesday, November 15, 2006

Não sei por onde começar. Não sei nem se deveria haver um começo, afinal já tinhamos chegado ao fim. Pra que você me ligou? Porque, mesmo pressentindo que era você eu liguei de volta? EU sabia, eu tinha certeza que isso só ia me trazer mais problemas, mais dor. Sou aquela que escuta, escuta, escuta e tem necessidade de ver o bem! Não posso ver ninguém sofrendo, me dói demais e eu choro. ai, como eu choro em silêncio! Não aguento mais...! Desliga esse telefone. Tem CV hoje, eu tinha planejado me divertir, vai embora! EU NAO POSSO, sabe? Eu nao posso conviver com voce mas posso menos ainda te deixar desse jeito.
E agora, Deos? E agora?

Thursday, October 12, 2006

Às seteequarenta.

Eu sinto meu coração bater devagar entre seus dedos sujos. Na sua mão, que um dia me tocou.

Que horas eram, quando você disse: terminou.

Meu relógio parou. Tudo ficou em suspenso.

Como em uma fotografia tirada em uma tarde cinzenta.

Eu, você e a dor.

Que toma tudo, já é de casa.

Eu e a dor.

Você se foi, não aparece mais. Só ficamos nós, inseperáveis. Unidas pelas lágrimas que rolam pelo meu rosto enquanto te vejo indo embora.

Mas, e se?

Sempre: e se.

Minha vida inteira eu procurei por razões, encontrei todas no fundo brilhante dos seus olhos... De que cor eram os seus olhos?

Quem ama esquece. Eu esqueci do seu rosto. Lembro-me apenas das suas palavras: doces.

Digo que sim, mas não sei se amo.
Sei que sofro. De um mau cruel.
De um engano.
Que nem sei ao certo.
Qual é.

Às seteequarenta.

Eu sinto meu coração bater devagar entre seus dedos sujos. Na sua mão, que um dia me tocou.

Que horas eram, quando você disse: terminou.

Meu relógio parou. Tudo ficou em suspenso.

Como em uma fotografia tirada em uma tarde cinzenta.

Eu, você e a dor.

Que toma tudo, já é de casa.

Eu e a dor.

Você se foi, não aparece mais. Só ficamos nós, inseperáveis. Unidas pelas lágrimas que rolam pelo meu rosto enquanto te vejo indo embora.

Mas, e se?

Sempre: e se.

Minha vida inteira eu procurei por razões, encontrei todas no fundo brilhante dos seus olhos... De que cor eram os seus olhos?

Quem ama esquece. Eu esqueci do seu rosto. Lembro-me apenas das suas palavras: doces.

Digo que sim, mas não sei se amo.
Sei que sofro. De um mau cruel.
De um engano.
Que nem sei ao certo.
Qual é.

Wednesday, September 20, 2006

De repente me deu uma vontade louca de vomitar sensações.
Não consigo mais mantê-las aqui dentro, a pressão está prestes a explodir.
Eu não sei lidar com situações, não sei lidar com pessoas, não sei lidar com deveres e vivo me arrependendo. tenho medo, bastante medo. Medo de não conseguir mais parar. medo de ter o mesmo final Dela (s).
- Eu já tentei ter várias conversas com você e você não me dá nenhuma luz.
Se me incomoda tanto é porque tenho culpa séria no cartório.
- Eu tenho medo de conversar com você.
Se eu choro é porque há de ser verdade.
-Você é misteriosa.
O que um dia foi um elogio, hoje é ofensa.
Não tenho mais o corpo quente da minha mãe, eu virei mãe de mim e recorro às minhas filhas no desespero. Seria essa a etapa número um?
E eu me perco em mim. E eu sou meu fim.
Eu penso daonde isso vem e não consigo chegar a resposta nenhuma, é tão mais difícil.
E eu me escondo, escrevo pra mim e choro.
Rezo pra que ninguém entre. [.Eu.fecho.hermeticamente.] tudo entra, NADA sai.
E assim vamos...

Friday, October 21, 2005

Sunday, July 03, 2005

Filosofias Etílicas.

Afinal, conversa de bêbado é sincera.
Bom mesmo é unir bons amigos, um amor e algumas garrafas de cerveja (ou a escolher).
Melhor ainda é observar. Com a língua extremamente doída e altamente proibida tomar qualquer tipo de álcool, sento-me em uma mesa de bar, desses bem botecos, com algumas pessoas queridas e começo a observar a convivência humana.... Se encontram ali vários tipos de sensações: O rapaz abandonado, a homenageada, o animador sorridente e eu.
-Garçon, por favor, traz uma cerveja?
-Opa! é pra já.
E como um déja-vu, esse pequeníssimo diálogo se repete mais ou menos umas 6 vezes antes de tudo ficar realmente interessante, ou seja, do álcool começar a fazer efeito no mais fraco de todos : o rapaz abandonado que, na minha opnião é o mais disfarçado. Ele ri, ri, ri, brinca, ri mais, faz piadas, ri mais, tenta me beijar, beija ela, me beija, beija ela e ri mais ainda. Na teoria é só olhar e pensar que depois de tanto chororô, ele simplismente esqueceu. O que não é verdade, mas isso só ficará claro mais na frente... De baixo de toda aquela euforia se escondia um garoto frustrado, desiludido de não ter sido o primeiro a tomar a atitude final [ou seria inicial, como disse o oposto da história?] ...
Não vou mentir que por uns instantes senti pena, não uma pena má, mas uma vontade de fazer o ruim sumir pra dar lugar ao bom e, impotente desisto. Deixe o sofrer...é importante. Crescer àla Miguilim mode, certo? Certo.
Tendo resolvido, deixei-o de lado. Me concentrei então na garota homenageada. Dali a alguns instantes ela iria embora, por pouco tempo, é verdade mas que sei que será uma eternidade.
Lá está ela, sentada, rindo, comendo, sendo livre. Livremente presa. Presa em uma angústia as vezes até desnecessária, mas ela é assim mesmo...Até tentou disfarçar, mas sabemos que isso não é de seu feitio. Estava ali, olhando rapidamente tudo, como se pudesse guardar aquele momento até a reprise, mês depois. Ela olha, olha olha e tenta, com todas suas forças esquecer o motivo de sua angústia. Não consegue pois, ao mesmo tempo está eufórica pela expectativa de encontrar sua irmã que há tempos não vê. Sorri e chora, sorri e chora. Chora por dentro. Mas deixemos ela de lado também.
Próximo, muito próximo de mim está o animador sorridente, de longe o mais coberto de panos. Ele esconde dentro de si um passado bem sofrido, talvez até um presente, mas que ninguém conhece, tenho a impressão. Já diria o poeta "rir de tudo é desespero", certo?!? É um grande mistério que eu tento, aos poucos decifrar, mas que está além do alcance de minha paciência.
Depois de tantas análises absurdas reparo nos três como um conjunto, conjunto no qual me posiciono dentro nesse instante. É o grande espectro. É como se eu pudesse enxergar grandes arcos-íris pairando por ali, azul pro triste, vermelho pro feliz, amarelo pra saudade.
Saudade que eu já sinto. Saudade do que foi. Saudade do que talvez volte a ser. Diferente? Claro.
Cansada de ter tanta noção das coisas, desisto de qualquer cuidado com meu mais novo furinho e começo é a encher a cara, afinal azul combina mesmo é com bebida. Yeah.

Filosofias Etílicas.

Thursday, June 30, 2005

Por que esse blog vai morrer. Foi jogado as moscas, escondido embaixo dele mesmo.
Morte não combina com nada disso. Morte é final e finais só acontecem no fim. Nós estamos no começo.

Como um diáriozinho barato, deixando registrado aqui que amanhã a Lú e eu morremos.
E tenho dito.